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18 out

Afrânio Bezerra, criador da Copa Jorge Guimarães, recebe maior honraria da Educação Física no RN

Afrânio Bezerra, criador da Copa Jorge Guimarães, recebe maior honraria da Educação Física no RN

O profissional de Educação Física Afrânio Bezerra, conhecido por ser o criador e coordenador da Copa Jorge Guimarães, foi homenageado com a Medalha de Honra Sebastião Cunha, considerada a mais alta honraria concedida a um profissional da área no Rio Grande do Norte.

A homenagem representa o reconhecimento à trajetória profissional de Afrânio, que também se destaca pela contribuição ao esporte por meio da organização e coordenação da Copa Jorge Guimarães, competição que incentiva a prática esportiva.

Em suas redes sociais, Afrânio expressou profunda gratidão pela conquista e compartilhou o reconhecimento com todos que fizeram parte de sua caminhada profissional.

A honraria marca um momento especial em sua carreira, valorizando anos de dedicação, compromisso com o esporte e contribuição para o fortalecimento da Educação Física no Rio Grande do Norte.

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18 out

Progressões de carreira geram 10,1 mil ações e impacto milionário no RN

Progressões de carreira geram 10,1 mil ações e impacto milionário no RN

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte (TCE) estima um impacto de R$ 256,8 milhões para os cofres públicos com ações judiciais envolvendo a evolução de carreira na educação estadual. Segundo dados extraídos e consolidados no período de janeiro de 2025 a abril deste ano, junto ao Tribunal de Justiça do Estado (TJRN), o passivo corresponde ao total de 10,1 mil processos no âmbito da Secretaria da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (Seec).

Os dados integram o “Relatório de Auditoria nº 05/2026 – DCP/TCE-RN – Auditoria de conformidade dos atos administrativos referentes à gestão de pessoal que provocam alta demanda litigiosa”. O documento teve por objetivo identificar as principais causas que levam à judicialização de ações contra o Estado.

Segundo o auditor Allan Ricardo, da Diretoria de Controle de Pessoal e Previdência (DCP) do TCE, o valor médio estimado por demanda judicial corresponde a R$ 25,2 mil, ou seja, multiplicando esse valor pelo total de processos, o Volume de Recursos Fiscalizados (VRF) chega a R$ 256,8 milhões.

O relatório do TCE destaca que, caso esses processos fossem resolvidos de forma administrativa, sem a necessidade de judicialização, a estimativa é de uma economia de R$ 49,80 milhões para o Estado. O valor soma duas parcelas, sendo a primeira de R$ 28,9 milhões, relativa ao sobrecusto operacional, e a segunda de R$ 20,9 milhões que precisam ser pagos aos advogados das partes vencedoras nos processos.

Entre as principais demandas apresentadas pelos servidores para judicializar os casos, estão a reivindicação pela progressão por tempo de serviço, mudança de nível por titulação/escolaridade, além do enquadramento no Plano de Classificação de Cargos (PCC) e Leis Complementares do Magistério. A análise teve como base o tema cadastrado nos sistemas como assunto processual.

O auditor esclarece que entre as principais causas do número elevado de ações estão a existência de fragilidades da governança operacional e ausência de controles automatizados, desarticulação interinstitucional entre a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Secretaria de Administração (Sead) e Seec; e o descumprimento de prazos ligados a processos administrativos.

Conciliação
O procurador-geral do Estado, Antenor Roberto, reconhece a necessidade de modernização no fluxo de processos do órgão e aponta que uma equipe está sendo mobilizada para efetivar até dezembro um sistema capaz de mapear e fornecer relatórios sobre as matérias que tramitam na unidade. Além disso, será iniciado um trabalho de “mineração” sobre o volume de ações apontadas pelo TCE, a fim de verificar quais foram iniciadas na gestão atual e o que é resultado de uma demanda acumulada de governos passados.

Segundo ele, o governo assumiu o Estado dentro de um cenário de paralisação das progressões salariais e com servidores com quatro folhas em atraso. “As progressões saíram da estagnação, mas o problema é que já temos uma geração judicializada que provavelmente [responde por parte] desse estoque que só não está maior porque introduzimos a metodologia de devolver aos servidores o direito à avaliação para reconhecer as condições à progressão”, completa.

Antenor Roberto observa que o déficit orçamentário e financeiro do Rio Grande do Norte impede que sejam realizadas composições e pagamentos imediatos, mas muitos acordos têm gerado economia para a máquina pública e beneficiado os servidores da educação. É o caso da ação ganha pela PGE que garantiu o pagamento de precatórios do antigo Fundef para os profissionais do magistério da rede estadual que atuaram em sala de aula entre 1998 e 2006.

Entre os principais desafios que o Estado ainda enfrenta, por outro lado, está a demanda judicial por aposentadoria tardia. O procurador-geral esclarece que uma reunião vai ser realizada junto à Sead, à Seec e ao IPERN para discutir uma solução para o problema, tendo como respaldo o que já foi apontado pelo TCE.

“A ideia é avaliar a implementação], por exemplo, de um instrumento que possa [garantir que], uma vez detectado o preenchimento dos requisitos pelo servidor que requerer a sua aposentadoria estando em sala de aula, esse servidor seja imediatamente afastado para não gerar a ele o direito de pedir em juízo esse tempo que distancia o preenchimento dos requisitos da aposentadoria e os dias que ele ficou em sala de aula [aguardando o resultado]”, exemplifica Antenor Roberto.

O procurador ressalta que a PGE já criou um núcleo para mapear ações repetitivas contra o Estado, a fim de avaliar quais matérias não podem ser vencidas pelo Estado e verificar a possibilidade de composição. “Então a gente está trazendo automação com robótica e inteligência artificial para gerarmos relatórios críveis e podermos transformar nossas declarações de ajuda ao governo em números. Vai ser a primeira vez na história que a PGE vai poder quantificar os seus resultados e as suas vitórias judiciais”, completa.

Alta demanda nos juizados especiais

Além de destacar o número de judicializações envolvendo a evolução funcional na Seec/RN, a auditoria do TCE verificou a concentração de ações nos juizados especiais. Enquanto na base geral das Varas Comuns da Fazenda Pública de Natal e Mossoró foram identificados 6,08 mil processos em tramitação, nos juizados especiais da Fazenda Pública da capital foi constatada a presença de um acervo bruto de 75,9 mil processos ativos.

Segundo o relatório, o Estado do Rio Grande do Norte responde por 61,9 mil dos 75,9 mil processos, o que representa 81,56% de todo o acervo ativo da Comarca de Natal. O montante considera as demandas direcionadas ao IPERN, à administração indireta estadual e aos litisconsórcios. Essas demandas são motivadas majoritariamente pelo desenvolvimento de carreiras.

O juiz do 2º Juizado Especial da Fazenda Pública da Comarca de Natal, Rosivaldo Toscano, aponta que a concentração de demandas nos juizados especiais não é um problema exclusivo do Estado, sendo também observado em ações movidas contra o Município de Natal. Embora o levantamento preciso de ações exija um maior tempo de busca, ele aponta uma estimativa elevada. “Seguramente, somados, o Município de Natal e o Estado do Rio Grande do Norte, ultrapassariam 150 mil processos somente nos seis Juizados Especiais da Fazenda Pública de Natal”, esclarece.

Allan Ricardo esclarece que, ao analisar a alta demanda judicial no TJRN movida por servidores contra o próprio poder público, o volume de processos movidos contra o Município de Natal também foi observado. “Mas a auditoria da gente é baseada em risco, relevância e materialidade. Então quando observamos que 81,56% dos processos eram contra o Estado, focamos nossos esforços na questão do Estado. Pode ser realizada uma auditoria [dentro da realidade] da Prefeitura do Natal, mas isso ainda não está no nosso plano de fiscalização”, destaca.

Sindicato atribui judicialização a ‘desvio de função’

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou os sindicatos dos trabalhadores da educação e do serviço público do Rio Grande do Norte para uma avaliação sobre as ações judiciais apontadas no relatório e os principais desafios enfrentados pelos servidores para serem atendidos por meio de processos administrativos nas secretarias.

Em resposta, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado (Sinsp/RN), Janeayre Souto, atribui uma parte significativa das demandas judiciais ao desvio de função que não está sendo combatido pelo Governo. É o caso, segundo ela, de um número excessivo de profissionais que estão fora da sala de aula cumprindo outras funções.

“O governo tem uma política de dar esses direitos de alguns [as promoções e progressões] automaticamente para todos, até aqueles que estão nas recepções, no pátio, [por exemplo]. Isso leva ao encarecimento da folha de pagamento e à abertura de possibilidade de judicialização para a conquista de novos níveis na carreira. Para combater esse problema, primeiro o Estado deve enfrentar com seriedade o desvio ilegal de função”, defende.

Em resposta, o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN), Bruno Vital, disse apenas que “o principal desafio para que não tenhamos tantos processos judiciais é que o governo cumpra os planos de carreira. Só assim teremos menos demandas na Justiça”.

Questionada sobre a judicialização envolvendo servidores da educação e as medidas adotadas pela pasta para melhorar o fluxo administrativo das reivindicações, a Seec/RN disse que “não recebeu oficialmente o relatório para análise. Por esse motivo, não irá se pronunciar sobre o assunto neste momento”. A Sead/RN, por sua vez, não retornou ao pedido da reportagem.

De acordo com Allan Ricardo, durante o ciclo de auditoria foi emitido um relatório preliminar e tanto a Sead quanto a PGE se manifestaram e demonstraram abertura para a construção de soluções voltadas aos problemas detectados pela auditoria. Com a conclusão do relatório final, ele explica que as entidades serão novamente notificadas para se pronunciarem. Até o fechamento desta matéria, o processo se encontrava na área responsável por enviar as notificações.

Tribuna do Norte

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18 out

Dois motociclistas são presos por embriaguez ao volante durante blitz na Grande Natal

Dois motociclistas são presos por embriaguez ao volante durante blitz na Grande Natal

Dois motociclistas, de 35 e 25 anos, foram presos por embriaguez ao volante durante fiscalizações realizadas na noite de sexta-feira 16, nos municípios de Extremoz e Vera Cruz, na Grande Natal. Um dos condutores não possuía habilitação para dirigir, segundo o Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE).

As prisões ocorreram durante ações da Operação Zero Álcool, realizadas pelo CPRE, por meio do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv), em rodovias estaduais da Região Metropolitana de Natal.

Em Extremoz, os policiais abordaram um motociclista de 35 anos que trafegava pela RN-307. Durante a fiscalização, o condutor foi submetido ao teste de alcoolemia, que registrou 0,61 miligrama de álcool por litro de ar alveolar.

De acordo com o CPRE, o resultado configurou crime de trânsito previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que trata da condução de veículo sob influência de álcool.

A segunda prisão ocorreu na RN-315, no município de Vera Cruz. Um motociclista de 25 anos foi abordado pelos policiais e submetido ao teste do etilômetro, que apontou 0,51 miligrama de álcool por litro de ar alveolar.

Durante a abordagem, os agentes também constataram que o condutor não possuía habilitação para dirigir.

Diante dos resultados dos testes, os dois motociclistas receberam voz de prisão e foram encaminhados às unidades policiais competentes para a realização dos procedimentos legais cabíveis.

O CPRE informou que as fiscalizações da Operação Zero Álcool têm como objetivo combater a condução de veículos sob influência de bebidas alcoólicas, prevenir sinistros de trânsito e reduzir os riscos para motoristas e demais usuários das rodovias.

Agora RN

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18 out

Papa Leão XIV recebe alta após cirurgia contra câncer de pulmão

Papa Leão XIV recebe alta após cirurgia contra câncer de pulmão

O papa Leão XIV recebeu alta hospitalar após cinco dias de internação no Hospital Gemelli, em Roma, onde passou por uma cirurgia para a retirada de um adenocarcinoma pulmonar. Antes de retornar ao Vaticano, o pontífice agradeceu à equipe médica responsável pelo atendimento e reencontrou uma jovem ucraniana que conheceu quando ela estava prestes a passar por uma cirurgia contra o câncer.

Na saída do hospital, Leão foi recebido por profissionais de saúde e pessoas que se reuniram no local para demonstrar apoio e fazer orações.

O pontífice agradeceu ao cirurgião Margaritora, aos médicos, enfermeiros e dirigentes da Fundação Hospital Universitário Agostino Gemelli IRCCS pelo atendimento prestado durante os cinco dias de internação.

Um dos encontros durante a saída do hospital foi com Varvara, uma jovem ucraniana que havia conhecido o papa em 31 de dezembro, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Na ocasião, Varvara estava prestes a passar por uma cirurgia para tratar um câncer. Durante o encontro, recebeu um abraço e palavras de incentivo do pontífice.

Agora curada, a jovem viajou de Turim até Roma para reencontrar Leão e retribuir o abraço recebido anteriormente.

Varvara também entregou ao papa um presente confeccionado por ela mesma: uma pequena representação do pontífice.

Após receber alta e agradecer aos profissionais responsáveis pelo tratamento, Leão se preparou para retornar ao Vaticano.

Agora RN

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