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04 out

Polícia apreende R$ 12 mil, cheque e registros em investigação sobre compra de votos em Macau

Polícia apreende R$ 12 mil, cheque e registros em investigação sobre compra de votos em Macau

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte e o Ministério Público Eleitoral (MPE) cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, nas primeiras horas deste domingo 4, em Macau, em uma investigação sobre suposta compra de votos. Durante a operação, foram apreendidos R$ 12.550 em espécie, um cheque preenchido no valor de R$ 21.500 e registros com nomes e valores que, segundo a investigação, ultrapassam R$ 150 mil.

As ordens judiciais foram cumpridas em três endereços, entre residências e estabelecimentos comerciais, e em um veículo. Todos os alvos estavam relacionados a um homem de 59 anos investigado pela suposta compra de votos de eleitores no município.

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), por meio da 30ª Zona Eleitoral de Macau. Além dos valores, os agentes recolheram equipamentos de informática, entre notebooks e gabinetes, um aparelho celular e materiais de campanha eleitoral.

Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil, vídeos anexados à investigação mostram o homem supostamente oferecendo dinheiro a mototaxistas no Centro de Macau. Em um dos momentos registrados nas imagens, ele teria jogado dinheiro no chão e deixado o local posteriormente em um veículo.

As investigações também apontam que o mesmo homem teria aparecido anteriormente em outro vídeo que circulou no município, no qual teria feito declarações capazes de provocar animosidade entre eleitores.

O investigado, que exerceu cargo político na região entre 2008 e 2016, foi conduzido para prestar esclarecimentos após o cumprimento das ordens judiciais. Ele foi liberado posteriormente.

A apuração trata de possível corrupção eleitoral, conduta prevista no artigo 299 do Código Eleitoral. O dispositivo abrange dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber dinheiro, dádiva ou vantagem com a finalidade de obter ou dar voto ou conseguir abstenção. A pena prevista é de reclusão de um a quatro anos e multa.

A investigação continua para apurar as circunstâncias do caso e analisar os materiais recolhidos durante as buscas. Informações relacionadas à investigação podem ser encaminhadas de forma anônima à Polícia Civil pelo Disque Denúncia 181.

Agora RN

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04 out

Tribunal Eleitoral de Minas vai apurar uso de celular por Zema na urna

Tribunal Eleitoral de Minas vai apurar uso de celular por Zema na urna

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que o uso de celular pelo presidenciável Romeu Zema (Novo) durante a votação na urna vai ser apurado pelas autoridades eleitorais.

“Nós vamos apurar os fatos e, uma vez apurados pelo juiz eleitoral, isso chegando ao nosso conhecimento do tribunal, nós tomaremos as providências. Quero dizer também que os mesários foram devidamente instruídos também para evitar isso. Então, se isso aconteceu, foi uma sucessão de equívocos, para dizer o mínimo, que nós apuraremos”, afirmou o chefe do TRE de Minas

Em coletiva de imprensa na manhã deste domingo (4), o presidente do TRE-MG lembrou que usar celular na cabine de votação é um crime eleitoral.

“Em primeiro lugar, valem as regras e as regras dizem que não é possível usar o celular na cabine de votação. Isso não é possível, isso é irregular, isso caracteriza crime. Isso pode inclusive gerar pena de detenção”, acrescentou.

O candidato a presidente da República Romeu Zema justificou à imprensa que entrou com o celular na cabine de votação porque não teria sido informado para deixar o aparelho antes de votar.

“Eu ando com o celular o dia todo, né? Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente, mas isso não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo”, disse Zema.

O parágrafo único artigo 91-A da Lei das Eleições (Lei 9.504 de 1997) determina que “fica vedado portar aparelho de telefonia celular, máquinas fotográficas e filmadoras, dentro da cabina de votação”.

O uso do celular na cabine pode ser interpretado como uma violação do sigilo do voto, que prevê pena de prisão de até dois anos, segundo o Artigo 312 do Código Eleitoral (Lei 4.737 de 1965).

Agência Brasil

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Lojão do Real
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04 out

Lentidão no voto: eleitores que estiverem na fila às 17h ainda têm direito de votar

Lentidão no voto: eleitores que estiverem na fila às 17h ainda têm direito de votar

Diferentes regiões do país registraram filas e lentidão para votar neste domingo (4), primeiro turno das Eleições 2026. A votação está prevista para terminar às 17h, no horário de Brasília, mas os eleitores que ainda estiverem na fila nesse momento também terão o direito de votar.

Nesses casos, mesários identificam quem está na fila e distribuem senhas para garantir o acesso à seção eleitoral. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a votação continua até que o último eleitor com senha registre seu voto.

Ou seja, o eleitor que chegar à fila de sua seção eleitoral até as 17h pode votar, mesmo que seja atendido depois desse horário.

Só então a seção é encerrada e têm início os procedimentos de fechamento da urna, com a gravação e a transmissão dos dados da votação para posterior totalização.

⏱️ O horário de votação é unificado em todo o país pelo horário de Brasília. Nos estados com fuso horário diferente, porém, a votação começa e termina em horários diferentes no relógio local.

Quem chegar depois das 17h pode votar?

Não. A regra vale para quem já estiver na fila às 17h. Essas pessoas receberão uma senha e poderão votar mesmo depois do horário previsto para o encerramento.

Por isso, quem ainda não tiver chegado ao local de votação às 17h não deve contar com a possibilidade de votar após esse horário.

Lentidão pelo país

Relatos de filas e demora para votar foram registrados em diferentes regiões do país neste domingo (4).

Em Campinas (SP), eleitores enfrentaram esperas de cerca de 1h30 na Escola Estadual Tomás Alves, no distrito de Sousas. No local, mesários chegaram a organizar uma fila preferencial para pessoas com mais de 80 anos. Na Unicamp, também houve registro de filas, com espera de aproximadamente uma hora em algumas seções e concentração de eleitores pelos corredores.

Em Mossoró (RN), eleitores relataram esperas ainda maiores no campus central da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). As filas chegaram a 2h30 em algumas das 14 seções eleitorais instaladas na universidade. Mossoró é o segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte, com mais de 187 mil eleitores aptos a votar.

G1

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04 out

Pela primeira vez, dois jovens com síndrome de Down atuam como mesários no RN

Pela primeira vez, dois jovens com síndrome de Down atuam como mesários no RN

Pela primeira vez no Rio Grande do Norte, dois jovens com síndrome de Down atuam como mesários durante as eleições. Frederico Augusto da Silva de Carvalho Filho, de 25 anos, e Gabriel Santiago Gomes, de 29, exercem a função de segundo mesário em duas seções eleitorais de Natal.

Frederico Augusto trabalha na Seção 381, instalada no Concitel (Conselho Comunitário de Cidade Satélite), no bairro Pitimbu.

Gabriel Santiago Gomes exerce a mesma função na Seção 264, localizada no Colégio Master, na Avenida Ayrton Senna.

Os dois participam dos trabalhos eleitorais como segundos mesários nas Eleições 2026. A votação acontece neste domingo 4, das 8h às 17h.

Agora RN

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04 out

Em Currais Novos, eleitora de 97 anos vota e diz que nunca perdeu uma votação: “Faço questão”

Em Currais Novos, eleitora de 97 anos vota e diz que nunca perdeu uma votação: “Faço questão”

O município de Currais Novos, no Seridó Potiguar, conta com 91 eleitores com 95 anos ou mais que estão aptos a votar neste domingo (4). Uma dessas pessoas é Ana de Deus Barbosa, de 97 anos, que votou no início da manhã acompanhada das filhas.

Dona Ana foi até a Escola Estadual Tristão de Barros, onde vota há 30 anos. Ela é conhecida da seção onde vota e posou pra fotos com mesários do local. “Eu faço questão de votar. Enquanto tiver condições, vou participar das eleições”, disse.

Para Dalva Caldas, uma das filhas de Ana, é emocionante presenciar esse interesse da mãe em participar das eleições mesmo sem obrigação para tal. “Ela gosta muito de política e sempre diz que enquanto puder, nunca deixará de exercer a cidadania. Faz um mês que ela está com a cola pronta”, comenta.

A confecção da cola teve participação das filhas. Dalva conta que a mãe conferiu os dados dos candidatos que escolheu diariamente. O voto é facultativo para Ana desde 2000, já que, no Brasil, o voto só é obrigatório para população entre 18 e 70 anos.

“Quando a gente vê o carinho das meninas (mesárias), e a alegria da minha mãe, a gente entende porque ela faz tanta questão de participar. Em 2028, se Deus quiser, ela vai continuar participando”, finaliza Dalva.

Tribuna do Norte

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