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27 out

Laticínios do RN buscam parceria argentina para modernizar produção

Laticínios do RN buscam parceria argentina para modernizar produção

Foto: ADRIANO ABREU

Os associados do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Norte (Sindleite-RN) aprovaram a continuidade das negociações para firmar uma parceria com a Câmara Argentina de Fabricantes e Fornecedores de Equipamentos, Insumos e Serviços para a Cadeia Láctea (CAFyPEL). A iniciativa prevê consultoria especializada para modernizar processos produtivos, ampliar o uso de tecnologias e aprimorar a industrialização do leite no estado.

A proposta foi apresentada pelo presidente do Sindleite-RN, Túlio Veras, durante reunião realizada na sexta-feira (23). A consultoria deverá ser conduzida pelo argentino Mauro Facundo Bonafede, que fará diagnósticos e recomendará melhorias nas etapas de produção, processamento e beneficiamento do leite, além de outras atividades relacionadas à fabricação de laticínios. O serviço será oferecido às empresas associadas ao sindicato que aderirem ao programa.


Bonafede é bacharel em Bromatologia pela Universidade Nacional de Entre Ríos, na Argentina, especialista em Ciência e Tecnologia do Leite e Derivados pela Universidade Nacional do Litoral, em Santa Fé, e mestre em Qualidade de Alimentos de Origem Animal pela Universidade Autônoma da Espanha.

A iniciativa surgiu a partir da aproximação entre o Sindleite-RN e o Consulado da Argentina. Para Túlio Veras, o intercâmbio internacional pode contribuir para atualizar os processos e fortalecer a cadeia produtiva potiguar.

“Conhecemos novas oportunidades e percebemos o quanto a troca de informações com outros países contribui para a atualização do setor. A Argentina é altamente competitiva na produção de leite e esse intercâmbio tem sido fundamental para o desenvolvimento de toda a cadeia láctea potiguar”, afirmou.


A aproximação foi fortalecida durante uma missão internacional realizada pelo Sindleite-RN, em 2025, na província argentina de Santa Fé, considerada um dos principais polos da indústria láctea da América Latina. A agenda buscou estreitar relações com empresas e ampliar as oportunidades de inserção internacional para os produtores potiguares.

Durante a missão, a cônsul apresentou a CAFyPEL e as possibilidades de cooperação com as indústrias do RN. Entre as iniciativas discutidas estavam visitas técnicas, consultorias, diagnósticos de processos produtivos, desenvolvimento de soluções tecnológicas e capacitação profissional.


A parceria ocorre em um momento de expansão da produção leiteira potiguar. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Norte produziu 440,2 milhões de litros de leite em 2025, ante 394,5 milhões em 2024. O crescimento foi de 11,6%, e o valor da produção primária chegou a R$ 1,115 bilhão.


A atividade está presente nos 167 municípios potiguares, e o estado ocupa a sexta posição no Nordeste em volume produzido. O valor registrado pelo IBGE refere-se à produção primária e não corresponde ao faturamento das indústrias de laticínios. A cooperação com a entidade argentina tem como foco justamente a etapa industrial, incluindo processamento, beneficiamento e fabricação de derivados.


Produtos lácteos de países do Mercosul e de estados das regiões Sul e Centro-Oeste ainda abastecem parte do mercado consumidor local, o que, na avaliação do Sindleite, indica que os produtores locais podem seguir investindo para aumentar sua escala de produção.

A reunião também incluiu uma avaliação positiva da participação do Sindleite-RN na Festa do Boi 2026. A programação contou com exposição de marcas potiguares, degustação de produtos e o tradicional jantar dos laticinistas, que integra a agenda do setor há cerca de 30 anos.

Tribuna do Norte

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27 out

Empresas do Simples Nacional têm até sexta-feira (30) para optar pelo regime regular de IBS e CBS

Empresas do Simples Nacional têm até sexta-feira (30) para optar pelo regime regular de IBS e CBS

Sede da Receita Federal, em Brasília (Agência Brasil)

Empresas do Simples Nacional têm até esta sexta-feira (30) para optar pelo recolhimento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pelo regime regular. Em comunicado divulgado em 16 de outubro, a Receita Federal confirmou que o prazo termina em 30 de outubro de 2026.

A opção permite recolher IBS e CBS fora do Simples Nacional entre janeiro e junho de 2027, enquanto os demais tributos permanecem no regime simplificado. O procedimento deve ser realizado no Portal do Simples Nacional, conforme as regras do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN).

Mais de 900 mil empresas já solicitaram a opção

Segundo balanço divulgado pela Receita Federal em 16 de outubro, foram registradas 917.331 solicitações de opção pelo regime regular. O comunicado não especifica a data de referência dos dados, por isso não é possível determinar o total atualizado de pedidos.

Prazo para ingresso no Simples Nacional

O prazo para solicitar ingresso no Simples Nacional em 2027 terminou em 15 de outubro. Até a divulgação do balanço, foram registradas 657.753 solicitações, das quais 256.607 haviam sido deferidas e 401.146, indeferidas.

Empresas que tiveram o pedido negado por pendências impeditivas podem regularizar a situação até 30 de outubro de 2026.

Cancelamento e orientação

A opção pelo regime regular exige avaliação do perfil de cada negócio. Antes de decidir, especialistas recomendam simular os efeitos tributários dos dois modelos com o contador, considerando as operações realizadas e as possibilidades de aproveitamento de créditos de IBS e CBS.

O impacto pode variar conforme o perfil dos clientes e dos fornecedores. Empresas que vendem para outras pessoas jurídicas podem ter vantagens com o aproveitamento de créditos tributários, desde que atendidas as condições previstas na legislação. Já nas vendas ao consumidor final, os efeitos da mudança dependem da estrutura de custos e da carga tributária de cada negócio.

As regras e os procedimentos para a opção estão disponíveis nos canais oficiais da Receita Federal e do Simples Nacional.

Brasil 61

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Lojão do Real
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27 out

Hantavirose: São Paulo registra quatro casos e uma morte em 2026

Hantavirose: São Paulo registra quatro casos e uma morte em 2026

Foto: Rudson Amorim/Fiocruz

O estado de São Paulo registrou quatro casos confirmados de hantavirose e uma morte pela doença até setembro de 2026. O alerta foi divulgado nesta segunda-feira (26) pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Desde 2007, o estado contabiliza 199 casos e 101 óbitos, com letalidade de aproximadamente 51% no período.

A hantavirose é uma doença infecciosa grave, transmitida principalmente pela inalação de partículas de urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Os sintomas iniciais podem incluir febre, dores no corpo, dor de cabeça, náuseas e vômitos. A doença pode evoluir rapidamente para quadros respiratórios graves.

Por conta da rápida evolução da doença, a secretaria de saúde do estado reforçou, em nota, que é importante a identificação precoce dos casos suspeitos e começar a investigação epidemiológica de forma imediata.

Segundo a instituição, no Brasil, a doença geralmente se manifesta como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que pode provocar comprometimento respiratório e cardíaco e evoluir para quadros graves.

Prevenção

Para prevenir a infecção, o Ministério da Saúde recomenda evitar o contato com roedores e suas secreções, manter ambientes limpos e ventilados e armazenar alimentos em recipientes fechados. Locais fechados que possam estar contaminados devem ser ventilados e higienizados adequadamente antes da entrada e da limpeza.

Ao apresentar sintomas após possível exposição a ambientes com presença de roedores silvestres, a orientação é procurar atendimento médico e informar sobre o contato. 

O período que os primeiros sintomas começam a aparecer a partir da infecção, é, em média, de 1 a 5 semanas, com variação de 3 a 60 dias.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce é fundamental para o início rápido do atendimento, já que não há tratamento antiviral específico para a hantavirose.

Hoje, os exames laboratoriais para diagnóstico específico da hantavirose são realizados em laboratórios de referência e disponibilizados na rede pública. O diagnóstico é feito sorologia, com disponibilização de kits pelo Ministério da Saúde.

Brasil 61

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