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06 out

Pix poderá ser usado em conta-salário em 2027 e tem segurança reforçada

Pix poderá ser usado em conta-salário em 2027 e tem segurança reforçada

O Banco Central aprovou uma nova rodada de atualizações no Regulamento do Pix com o objetivo de aperfeiçoar funcionalidades, fortalecer mecanismos de segurança e ajustar procedimentos operacionais à evolução do ecossistema de pagamentos instantâneos.

As alterações foram consolidadas na Resolução BCB 587, publicada em 18 de setembro, e refletem demandas identificadas ao longo da operação do sistema e nas interações com participantes do mercado.

Nesse escopo, a ampliação das possibilidades de uso do Pix Automático está entre as principais novidades. A partir de 1º de julho de 2027, a funcionalidade poderá ser utilizada em contas-salário para a realização de pagamentos recorrentes autorizados pelo cliente. A medida alinha o produto às regras recentemente estabelecidas para débitos automáticos interbancários e amplia a conveniência para os usuários desse tipo de conta, preservadas as restrições já existentes para recebimento de recursos, transferências e outras modalidades de pagamento, por meio do Pix.

A norma também disciplina a chamada cobrança híbrida, modalidade que reúne em um mesmo documento o código de barras do boleto e o QR Code do Pix Cobrança. Embora essa solução já venha sendo utilizada por algumas instituições, o novo regulamento estabelece critérios específicos para garantir a convivência segura entre os dois instrumentos de pagamento e prevenir liquidações indevidas ou em duplicidade. Entre as medidas previstas estão regras para cancelamento automático do Pix Cobrança após o pagamento do boleto e vice-versa. Ou seja, quando o Pix Cobrança for pago, a instituição deve cancelar o boleto. Além disso, houve definição de responsabilidades para os participantes envolvidos na operação em caso de falhas operacionais.

Outro aperfeiçoamento permite que o BC dispense a participação obrigatória no Pix de determinadas instituições com mais de quinhentas mil contas transacionais ativas, quando características específicas de seus clientes ou modelos de negócio não justificarem o acesso à infraestrutura do arranjo. A medida busca conferir maior proporcionalidade regulatória sem comprometer a eficiência do sistema.

As mudanças contemplam ainda aprimoramentos nos processos de adesão e permanência de participantes. O regulamento passa a prever, por exemplo, anulação de aprovações obtidas com informações falsas ou omissões relevantes, novos procedimentos para instituições submetidas à liquidação extrajudicial, desligamento imediato de participantes que sofreram a penalidade de exclusão do arranjo e ajustes relacionados à saída ordenada de participantes. Também foram reforçadas exigências voltadas à transparência e à comunicação com os usuários.

Segurança

No campo da segurança, a atualização incorpora mecanismos destinados a reforçar a confiabilidade do ecossistema. Entre as medidas adotadas destacam-se o aprimoramento dos procedimentos relacionados ao registro de marcações de fundada suspeita de fraude no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), a obrigatoriedade de comunicação ao usuário sobre realização de marcação, informando a data do registro e a possibilidade de revisão da medida, bem como a exigência de cancelamento da marcação quando, após análise, não subsistirem elementos que justifiquem a suspeita.

Assim, o participante que aceitar uma notificação de infração ou que registrar uma marcação de fundada suspeita de fraude passa a ser expressamente o responsável pela respectiva marcação, inclusive por seu eventual cancelamento.

As medidas se somam a outras iniciativas recentes do BC para fortalecer a integridade e a resiliência do Pix, diante do crescimento contínuo de sua utilização pela população e pelas empresas.

“As alterações aprovadas atualizam o Regulamento do Pix para acompanhar a evolução dos modelos de negócio e das necessidades dos usuários. As medidas ampliam possibilidades de uso e contribuem para que o arranjo continue oferecendo uma experiência simples, eficiente e confiável para toda a sociedade”, destacou Ricardo Teixeira Leite Mourão, Chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC.​

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06 out

Assembleia Legislativa do RN terá sete mulheres; maior bancada feminina já eleita

Assembleia Legislativa do RN terá sete mulheres; maior bancada feminina já eleita

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) terá a maior bancada feminina de sua história a partir de fevereiro de 2027: serão 7 mulheres entre os 24 deputados estaduais (29,17% da Casa).

Das eleitas, 4 renovaram o mandato — Isolda Dantas (PT), Divaneide Basílio (PT), Cristiane Dantas (PSDB) e Eudiane Macedo (PV) — e 3 chegam à ALRN: Kaline de Dr. Bernardo (PV), Camila Araújo (PL) e Cinthia de Allyson (União Brasil), que disputou sua primeira eleição.

No geral, a eleição manteve 16 parlamentares e renovou 8 cadeiras, o que representa uma taxa de renovação de 33,3%.

Composição das Bancadas por Partido/Federação (24 cadeiras)

  • PL (7 vagas): Coronel Azevedo, Dr. Kerginaldo, Tomba Farias, Gustavo Carvalho, Luiz Eduardo, Adjuto Dias e Camila Araújo.
  • Federação Brasil da Esperança – PT/PCdoB/PV (7 vagas): Francisco do PT, Isolda Dantas, Divaneide Basílio, Eudiane Macedo, Kaline de Dr. Bernardo, Daniel Valença e Ivanilson Oliveira.
  • Federação União Progressista – União Brasil/PP (6 vagas): Robson Carvalho, Cinthia de Allyson, Júlio César, Kleber Rodrigues, Neilton Diógenes e Nelter Queiroz.
  • PSDB/Cidadania (3 vagas): Ezequiel Ferreira, Cristiane Dantas e Gustavo Soares.
  • MDB (1 vaga): Bibiano.

Renovação da Casa

  • Reeleitos (16): Adjuto Dias, Coronel Azevedo, Cristiane Dantas, Divaneide Basílio, Dr. Kerginaldo, Eudiane Macedo, Ezequiel Ferreira, Francisco do PT, Gustavo Carvalho, Isolda Dantas, Ivanilson Oliveira, Kleber Rodrigues, Luiz Eduardo, Neilton Diógenes, Nelter Queiroz e Tomba Farias.
  • Novos parlamentares (8): Bibiano, Camila Araújo, Cinthia de Allyson, Daniel Valença, Gustavo Soares, Júlio César, Kaline de Dr. Bernardo e Robson Carvalho.
  • Não reeleitos (4): Galeno Torquato, Taveira Júnior, Terezinha Maia e Ubaldo Fernandes.
  • Deixam a ALRN por outros motivos (4): Dr. Bernardo (eleito deputado federal), Hermano Morais (disputa o 2º turno para vice-governador), José Dias e Vivaldo Costa (não concorreram).

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06 out

Paraíba elege governador mais novo do país com 37 anos

Paraíba elege governador mais novo do país com 37 anos

Entre os candidatos eleitos em primeiro turno nas eleições neste domingo (4), o governador mais novo é Lucas Ribeiro (PP), de 37 anos, da Paraíba com 64,3% dos votos. Por sua vez, o mais velho é Jorginho Mello (PL), reeleito em Santa Catarina, aos 70 anos, com 68,98% dos votos.

Filipe Barros (PL-PR) foi eleito o senador mais jovem do país aos 35 anos com 27,25% dos votos válidos. O mais velho a ser eleito foi Julio César, o Julim do Lula (PSD-PI), aos 78 anos.

Lucas Ribeiro é o atual governador da Paraíba. Assumiu o cargo em 2026, após a renúncia de João Azevedo, de quem fora eleito vice-governador em 2022. Também foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande. Jorginho Mello é o atual governador de Santa Catarina. Já foi deputado federal e senador.

Filipe Barros é deputado federal pelo Paraná e foi vereador de Londrina. Julim do Lula é deputado federal pelo Piauí. Foi prefeito de Guadalupe (1977-1986 e 1989-1991), secretário de Agricultura do Piauí, diretor de Administração e Finanças da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e presidente da companhia de saneamento da capital Teresina.

© Fernando Frazão/Agência Brasil

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06 out

População trans amplia representação no Poder Legislativo

População trans amplia representação no Poder Legislativo

© Francisco de Assis/CMN

A eleição da deputada federal Thabatta Pimenta (PSOL-RN) ampliou a representatividade da população transexual e travesti na Câmara dos Deputados, para a qual se reelegeram Duda Salabert (PSOL-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP).

Nas assembleias legislativas estaduais, também foram eleitas pela primeira vez Natasha Ferreira (PT-RS) e Sofia Favero (PSOL-SP), que se somam às deputadas estaduais reeleitas Dani Balbi (PCdoB-RJ) e Linda Brasil (PSOL-SE).

No caso de Linda Brasil, que foi a terceira deputada estadual mais votada em Sergipe, a posse ainda depende de uma decisão da Justiça Eleitoral sobre o indeferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) de toda a Federação PSOL/Rede no estado.

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) comemorou o avanço das bancadas e também das candidaturas, que foram 116 neste ano.

“Não é apenas produzir números. É registrar nossa participação política, enfrentar o apagamento e compreender os avanços e as barreiras que atravessam a presença de pessoas trans e travestis nos espaços de poder”, destaca em comunicado.

De acordo com a associação, os resultados positivos dessa eleição são apenas o começo de um trabalho em defesa da democracia, dos direitos humanos e da proteção da população trans e travesti. E a presença dessa representatividade não se encerra na conquista de um mandato.

“Amplia nossa capacidade de disputar direitos, proteger vidas e construir uma democracia na qual nossa comunidade também tenha poder de decisão”, conclui o informe da Antra.

Agência Brasil

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06 out

Mineira de 21 anos é mulher mais jovem a ser eleita deputada federal

Mineira de 21 anos é mulher mais jovem a ser eleita deputada federal

© timeanaelisaalfenas1331/ Instagram

A deputada federal mais jovem eleita na disputa deste domingo (4) por Minas Gerais foi Ana Elisa Santos Silva, 21 anos, do PT. Com 1, 9 milhão de seguidores em apenas uma rede social, ela se destaca por abordar temas como racismo, feminismo e direitos sociais. Negra e nascida em Divinópolis, além de influenciadora digital, Ana Elisa é estudante de Direito e estagiária. 

Sua campanha foi feita principalmente pelas redes sociais, as quais ela atribui o sucesso nas eleições. Entre suas propostas estão as cotas raciais, combate à desinformação e ao racismo, o passe livre universitário intermunicipal, fortalecimento do ensino público e políticas para o primeiro emprego, o fim da escala 6×1 e pautas ligadas aos direitos da classe trabalhadora e ao desenvolvimento social de Minas Gerais.  

Com a idade mínima de 21 anos exigida pela Constituição para ocupar o cargo de deputada federal, Ana Elisa Santos Silva se filiou ao PT em março deste ano. Durante a campanha, sua vaquinha eleitoral esteve entre as que reuniram o maior número de apoiadores e ultrapassou R$ 100 mil arrecadados. Ela foi eleita pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. 

Agência Brasil

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