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05 out

Família Bolsonaro tem quatro candidatos eleitos ao Congresso Nacional

Família Bolsonaro tem quatro candidatos eleitos ao Congresso Nacional

Michelle, Renato, Jair e Carlos Bolsonaro estarão no Congresso Nacional na próxima legislatura. Reprodução | Arte Congresso em Foco

A família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) elegeu quatro de seus integrantes para o Congresso Nacional neste domingo (4). Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro conquistaram vagas no Senado, pelo Distrito Federal e por Santa Catarina; Renato Bolsonaro foi eleito deputado federal por São Paulo, e Jair Renan Bolsonaro conseguiu uma cadeira na Câmara por Santa Catarina.

Com trajetórias distintas, os quatro estarão no Congresso a partir de 2027. Carlos passou 25 anos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro; Renato tentou chegar ao Legislativo federal em diferentes eleições desde a década de 1990; Jair Renan iniciou a carreira eleitoral em 2024; e Michelle disputou neste ano sua primeira eleição.

Michelle estreia em cargo eletivo

A eleição para o Senado marca o primeiro mandato conquistado por Michelle Bolsonaro. Natural de Brasília, ela ganhou projeção nacional durante o governo do marido, quando foi primeira-dama entre 2019 e 2022. Antes disso, trabalhou como secretária parlamentar na Câmara dos Deputados e como produtora de eventos.

No Palácio do Planalto, Michelle presidiu o conselho do programa Pátria Voluntária e concentrou sua atuação em iniciativas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência e à comunidade surda. Após o fim do governo Bolsonaro, assumiu o comando nacional do PL Mulher e passou a percorrer o país em atividades partidárias.

Michelle disputou uma das duas vagas abertas pelo Distrito Federal e foi eleita ao lado de Bia Kicis (PL). A partir de 2027, as duas dividirão a bancada do DF com Damares Alves (Republicanos), formando uma representação inteiramente feminina do Distrito Federal no Senado.

Carlos deixa o Rio após 25 anos

Carlos Bolsonaro construiu a carreira política no Legislativo municipal antes de disputar o Senado. Segundo filho de Jair Bolsonaro, ele foi eleito vereador do Rio de Janeiro pela primeira vez em 2000, aos 17 anos, e tomou posse no ano seguinte.

Ele permaneceu na Câmara Municipal por sete mandatos consecutivos, de 2001 a 2025. No último ano, deixou o Rio de Janeiro e transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina, onde lançou a candidatura ao Senado ao lado da deputada Caroline de Toni.

A entrada de Carlos na disputa alterou a composição política que vinha sendo construída no Estado. Sua migração rompeu a aliança entre PL e PP para a eleição ao Senado, passando a concorrer contra Esperidião Amin (PP-SC), até então segundo nome da chapa do governador Jorginho Mello.

Jair Renan sobe da Câmara Municipal ao Congresso

Jair Renan Bolsonaro, o mais novo entre os quatro filhos homens do ex-presidente, chegou à Câmara dos Deputados apenas dois anos depois de disputar sua primeira eleição.

Sua entrada formal na política catarinense começou antes das urnas. Em 2023, assumiu cargo de assessor no gabinete do senador Jorge Seif (PL-SC) e deixou a função no ano seguinte para concorrer a vereador de Balneário Camboriú.

Na eleição de 2024, Jair Renan adotou “Jair Bolsonaro” como nome de urna e recebeu 3.033 votos, tornando-se o vereador mais votado do município. Foi a primeira vitória eleitoral de sua carreira.

No primeiro mandato, teve dois projetos aprovados pela Câmara Municipal até meados deste ano. Um criou programa de apoio psicológico para estudantes da rede pública, e o outro instituiu iniciativa voltada à formação cidadã de jovens. Em julho, anunciou que disputaria uma vaga de deputado federal.

Neste domingo, voltou a utilizar “Jair Bolsonaro” como nome de urna e conquistou o primeiro mandato no Congresso.

Renato chega à Câmara após três décadas de tentativas

A trajetória eleitoral de Renato Bolsonaro é a mais antiga entre os quatro integrantes da família eleitos neste domingo. Irmão mais novo do ex-presidente, ele é capitão reformado do Exército e começou a disputar eleições há mais de três décadas.

Em 1994, concorreu a deputado federal por São Paulo, mas não conseguiu uma cadeira. Sua primeira vitória ocorreu dois anos depois, quando recebeu 834 votos e foi eleito vereador de Praia Grande, no litoral paulista.

O mandato, exercido entre 1997 e 2000, permaneceu como sua única experiência em cargo eletivo nas décadas seguintes. Renato voltou às urnas em diferentes disputas municipais e também tentou novamente chegar à Câmara dos Deputados.

Em 2024, concorreu à Prefeitura de Registro (SP) pelo PL e terminou em segundo lugar, com 9.708 votos, equivalentes a 29,82% dos votos válidos. Dois anos depois, recebeu mais de 360 mil votos para deputado federal e terminou como o segundo candidato mais votado do PL para a bancada paulista na Câmara.

creditos: congresso em foco

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05 out

Mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas no 1º turno das Eleições 2026

Mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas no 1º turno das Eleições 2026

foto: reprodução

Mais de 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste último domingo (4). O número representa uma abstenção de 21,08% do eleitorado apto a votar, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O índice é o maior registrado em um primeiro turno desde 1998, quando a abstenção chegou a 21,5%.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a Justiça Eleitoral pretende intensificar as ações para tentar reduzir o número de eleitores que deixam de votar no segundo turno.

“Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno”, afirmou.

Dos 158,7 milhões de eleitores aptos, aproximadamente 125 milhões compareceram às urnas neste domingo. Além das abstenções, foram registrados 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos.

Nas eleições presidenciais de 2022, a abstenção no primeiro turno havia sido de 20,95%.

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05 out

Quando será o segundo turno das eleições? Veja a data

Quando será o segundo turno das eleições? Veja a data

Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irão disputar o segundo turno da eleição para presidente da República. Com isso, os eleitores voltam às urnas para o segundo turno no dia 25 de outubro de 2026 (domingo).

Flávio terminou a apuração em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56.103.033 votos. Lula ficou em segundo, com 45,16%, ou 53.870.724 votos.

A eleição presidencial é decidida em segundo turno quando nenhum candidato obtém mais da metade dos votos válidos no primeiro turno. 

Em seis estados e no DF, a eleição para governador foi para o segundo turno, e também será decidida no dia 25 de outubro. 

>> Veja onde haverá 2º turno para governador e quem são os candidatos:

Acre 
Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos) 

Amazonas
Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL) 

Distrito Federal 
Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) 

Espírito Santo
Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) vão disputar o segundo turno no Espírito Santo. Pazolini obteve 49,65% dos votos válidos e Ferraço ficou com 34,06%. 

Rio de Janeiro
Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD)

Rio Grande do Norte
Allyson (União) e Cadu de Lula (PT) 

Tocantins
Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB)

© Joédson Alves/Agência Brasil

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05 out

Dia da Micro e Pequena Empresa: mulheres abrem cada vez mais negócios, mas enfrentam desafio para mantê-los

Dia da Micro e Pequena Empresa: mulheres abrem cada vez mais negócios, mas enfrentam desafio para mantê-los

Neste Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, celebrado em 5 de outubro, o cenário do empreendedorismo brasileiro ganha um alerta: as mulheres estão à frente de 41,7% dos pequenos negócios abertos no Brasil, mas representam 44,6% dos empreendimentos que encerram as atividades. 

Os dados de 2025, levantados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mostram um desafio que vai além da entrada das mulheres no mercado: a capacidade de manter e fazer crescer seus negócios.

No ano passado, foram 4,96 milhões de pequenos negócios abertos no país. Entre os 2,79 milhões que fecharam, a participação feminina foi proporcionalmente maior. Para Ana Cláudia Badra Cotait, presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a diferença reforça a necessidade de discutir as condições de permanência das mulheres no mercado.

“Não basta incentivar a abertura das empresas pelas mulheres, é preciso olhar para o que acontece depois que elas abrem seus negócios. Como essa empreendedora consegue crédito, se capacita, melhora a gestão e enfrenta os primeiros desafios”, afirma.

Acesso ao crédito 

Uma das principais dificuldades para a continuidade dos negócios é o acesso ao crédito. Segundo o Sebrae, dos R$ 109 bilhões concedidos em crédito às micro e pequenas empresas, 29,4% foram destinados a negócios liderados por mulheres. O país tinha 10,4 milhões de mulheres empreendedoras no quarto trimestre de 2024.

A presença feminina também não se distribui de forma homogênea entre os diferentes estágios dos negócios. As mulheres têm participação relevante entre os pequenos empreendedores, mas sua presença diminui à medida que as empresas avançam em porte e estrutura, segundo levantamentos do Sebrae.

Para Ana Cláudia, o debate sobre empreendedorismo feminino precisa mudar de foco. Em vez de concentrar esforços apenas na abertura de empresas, é preciso criar condições para que elas atravessem os primeiros anos, tenham acesso a financiamento e possam crescer.

“Empreender exige capital, acesso a crédito e um ambiente de negócios que permita planejar e investir. A mulher já mostrou que quer empreender. O próximo passo é garantir condições para que seu negócio sobreviva e cresça”, afirma.

Para a presidente do CMEC, cabe ao Congresso Nacional colocar essa questão na agenda econômica e discutir medidas que deem às pequenas empresas mais condições para se manter e crescer.

Ao comentar o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, o presidente da CACB, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alfredo Cotait Neto, destaca a importância dos pequenos negócios para a economia brasileira, apesar das dificuldades.

“Vamos sempre valorizar muito os empreendedores. Que esse dia seja registrado como um dia importante, sempre com os agradecimentos de toda a sociedade civil do Brasil pelo seu trabalho, seu empenho e pelo empreendedorismo brasileiro”. 

Conheça as ações do CMEC para apoiar e fortalecer o empreendedorismo feminino no portal cmecmulher.com.br.

Fonte: Brasil 61

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