Emprego público cai no RN, e setor privado amplia contratações, diz IBGE
Foto: José Aldenir
O setor privado ampliou sua participação no mercado de trabalho formal do Rio Grande do Norte em 2024 e passou a concentrar mais de dois terços dos empregados com carteira assinada no Estado. Levantamento divulgado nesta quinta-feira 25, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que as entidades empresariais empregavam 460.096 trabalhadores, alta de 6,2% em relação a 2023, respondendo por 68,1% do total de assalariados potiguares.
No sentido oposto, a administração pública reduziu seu quadro de pessoal. O número de empregados caiu 5,4% em um ano, para 189.017 trabalhadores, equivalentes a 28% do pessoal ocupado assalariado. As entidades sem fins lucrativos também avançaram, com crescimento de 3,5%, chegando a 26.090 empregados, ou 3,9% do total.
Os dados fazem parte das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre) 2024. Segundo o IBGE, o Rio Grande do Norte encerrou o ano com 675.203 trabalhadores assalariados e outros 136.308 sócios e proprietários distribuídos em 126.558 unidades locais dos setores público, privado e terceiro setor.
O levantamento mostra ainda que o ambiente empresarial permanece predominante no Estado. As entidades empresariais representam 86,4% das unidades locais existentes no Rio Grande do Norte, enquanto as organizações sem fins lucrativos correspondem a 12,1% e a administração pública, a 1,4%.
Embora tenha reduzido o número de empregados, o setor público continuou oferecendo as maiores remunerações. Em 2024, o salário médio mensal da administração pública no Rio Grande do Norte foi de R$ 5.115,66, cerca de duas vezes superior ao pago, em média, pelos demais setores. O valor também colocou o Estado na liderança do Nordeste entre as administrações públicas com maior remuneração média.
Ao longo do ano, as unidades locais instaladas no Rio Grande do Norte desembolsaram R$ 28,5 bilhões em salários e outras remunerações, montante 5,4% superior ao registrado em 2023. No recorte por atividade econômica, o comércio manteve a liderança em número de estabelecimentos. O segmento de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas somava 41.028 unidades locais, equivalente a 32,4% do total existente no Estado.
Entre os setores que mais cresceram, destaque para outras atividades de serviços, que registraram expansão de 20% e alcançaram 11.757 empresas. Em seguida aparecem saúde humana e serviços sociais, com crescimento de 15,4% e 9.277 unidades, e informação e comunicação, que avançou 13,2%, chegando a 2.951 estabelecimentos.
A educação foi a única atividade econômica a registrar retração. O número de unidades caiu 10,4% em relação ao ano anterior, passando para 4.920 estabelecimentos. Na comparação dos salários médios por atividade, o segmento de eletricidade e gás permaneceu na liderança, com remuneração média de R$ 7.451,88 por mês, apesar da queda de 1,3% frente a 2023. O setor reunia 762 unidades locais e empregava 1.559 trabalhadores.
As indústrias extrativas ocuparam a segunda posição no ranking salarial, pagando, em média, R$ 5.706,54, alta de 9,4% em um ano. O segmento contava com 676 empresas e empregava 9.879 pessoas. Em terceiro lugar ficou a educação, com remuneração média de R$ 5.108,92, mesmo após redução de 2,1% em relação ao ano anterior. O setor reunia 36.667 trabalhadores.
Na outra ponta, artes, cultura, esporte e recreação apresentou o menor rendimento médio do Estado. As 2.461 unidades locais da atividade empregavam 3.345 trabalhadores, com salário médio mensal de R$ 1.697,02. Os dados reforçam uma mudança na composição do emprego formal no Rio Grande do Norte, marcada pelo avanço da iniciativa privada, ao mesmo tempo em que evidenciam diferenças relevantes de remuneração entre os setores da economia e entre as atividades produtivas.
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