Ezequiel confia em vitória de Cadu e destaca força do interior na disputa pelo Governo do RN
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado estadual reeleito Ezequiel Ferreira (PSDB), afirmou neste domingo 25 que acredita na vitória do candidato ao governo Cadu de Lula (PT). Ao votar na Escola Municipal Professor Humberto Gama, em Currais Novos, o parlamentar apontou o desempenho do petista no interior como fator que pode decidir a disputa contra Allyson Bezerra (União Brasil).
“Se eu tivesse que cravar um resultado para o Estado do Rio Grande do Norte, seria a eleição de Cadu como Governador”, declarou em entrevista à rádio Mundial.
Ezequiel avaliou que o resultado do primeiro turno mostrou uma distância entre os dois candidatos menor do que a indicada pelas pesquisas que acompanhava. O deputado lembrou que ambos terminaram aquela etapa na faixa de 36% dos votos válidos e afirmou perceber crescimento de Cadu durante a campanha do segundo turno.
“A intenção de voto é uma coisa e o voto na urna é outra coisa”, disse. Na avaliação do parlamentar, a proximidade entre os concorrentes abre espaço para uma mudança de posição na votação deste domingo.
O presidente da Assembleia afirmou esperar que Cadu obtenha vantagem no conjunto dos municípios do interior. Segundo sua projeção, os resultados de Natal e Mossoró serão determinantes para saber quanto dessa diferença poderá ser reduzida pelo adversário.
Na disputa presidencial, Ezequiel também previu uma eleição acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Embora tenha mencionado pesquisas favoráveis ao candidato do PL, afirmou acreditar na capacidade de mobilização dos apoiadores do petista.
“Eu continuo acreditando na militância que o PT tem, que é absolutamente determinada e que já mostrou que sabe levar esse voto para a urna”, declarou.
O deputado relatou ter participado recentemente de uma manifestação com Cadu em Mossoró. Disse que a presença do público e a disposição dos participantes para votar reforçaram sua expectativa sobre o resultado.
Questionado sobre a abstenção, Ezequiel afirmou acreditar em redução na comparação com o primeiro turno. Ele citou o esforço para mobilizar pessoas que não compareceram à primeira votação, incluindo eleitores com 70 anos ou mais.
Ao tratar do cenário após a apuração, Ezequiel defendeu respeito ao resultado e a execução das propostas apresentadas durante a campanha. Para ele, o encerramento da disputa deve ser seguido pela cobrança de medidas que melhorem a vida da população.
“A tendência é que a gente possa, passado a eleição, respeitar o resultado das urnas e esperar que quem ganha possa botar suas promessas em práticas”, afirmou.






